Wálter Fanganiello Maierovitch, Terra Magazine / Sem Fronteiras
Seu último casamento foi com Amal Ahmed Abdulfattah em 2002, quando estava sob proteção tribal.
Na ocasião, Amal, nascida no Iêmen, tinha 19 anos de idade.
Como todos lembram, depois dos ataques covardes de 11 de setembro de 2001, a Central Inteligence Agency (CIA), totalmente desmoralizada, começou a vazar informações para mostrar que tinha boas pistas para chegar à captura de Bin Laden.
Uma pista “plantada” na mídia pela CIA dizia respeito ao precário estado de saúde de Osama bin Laden.
Para a CIA, o terrorista tinha insuficiência renal e necessitava se submeter a hemodiálises. Assim, diziam os 007 da CIA todos os hospitais do Afeganistão e Paquistão estavam sob controle.
Com o passar do tempo e nada de Bin Laden aparecer em hospitais, a CIA colocou na mídia a informação de que na caverna onde se escondia o terrorista havia um equipamento de hemodiálise.
Amal, que saiu ferida na perna (ou pé) quando do assalto à casa onde se escondia Bin Laden, prestou declarações às autoridades paquistanesas e a CIA recebeu algumas informações desmoralizantes. Ela estava no dormitório com Bin Laden e disse que tinham acabado de apagar a luz para dormir quando o casal ouviu disparos no primeiro andar da casa.
A viúva Amal disse que Bin Laden gozava de ótima saúde e plena mobilidade. E que bem antes de 11 de setembro de 2001 o terrorista tinha tido problemas com os rins, mas, depois de uma cirurgia realizada em Kandahar, ficou curado. E Bin Laden morava em Kandahar quando fez a mencionada cirurgia.
Como se percebe, as informações espalhadas pela CIA, logo depois dos covardes ataques de 11 de setembro e sobre Bin Laden, eram mentirosas.”
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