Strauss-Kahn deve deixar o Fundo Monetário Internacional

O novo escândalo sexual envolvendo o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, deve alterar o rumo da corrida presidencial francesa e abrir um vácuo na direção do Fundo.

Brasil Econômico / Agências

No curto prazo, a repercussão dessa notícia pode atrasar os acordos para socorrer países da Zona do Euro em dificuldade.

Strauss-Kahn foi detido no sábado em Nova York quando retornava para Paris. Ele é acusado de agressão sexual, tentativa de estupro e cárcere privado contra uma camareira de 32 anos que trabalha no Hotel Sofitel em que Strauss-Kahn estava hospedado.

Em 2008, Strauss-Kahn precisou pedir desculpas públicas após a divulgação de que mantinha um caso extraconjugal com a economista do Fundo Piroska Nagy.

Esse novo escândalo pode fazer com que ele deixe o Fundo. Ontem, o conselho do FMI se reuniu para discutir a situação de seu dirigente. Em comunicado, o Fundo não comentou o caso e afirmou que permanece operando normalmente.

O número dois do Fundo, John Lipsky, assumirá o posto interinamente, mas já havia avisado na quinta-feira que se aposentará em agosto.”
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