Sindicato repudia “mordaça” em jornalistas nas redes sociais

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo emitiu uma nota, na última quarta-feira (18), em que repudia a adoção de manuais e guias com diretrizes para o uso das redes sociais por jornalistas. Segundo a entidade, estes guias servem para cercear a liberdade de expressão dos jornalistas no uso das redes sociais.

Vermelho / Portal Imprensa

"O Sindicato acredita que decisões como estas não coadunam com os discursos liberais dos empresários de comunicação, que se consideram os detentores da liberdade de expressão, mas que na prática amordaçam seus profissionais", declara a nota publicada no site.

Foram citados casos recentes, em que jornalistas foram demitidos ou punidos por declarações feitas em redes sociais. Um desses casos é o do jornalista Alec Duarte, da Folha de S.Paulo, e de Carolina Rocha, do Agora SP. Os dois foram demitidos por postar comentários no Twitter.

Os tuites criticavam os procedimentos realizados pelos veículos durante a cobertura do falecimento de José Alencar. Outra demissão foi a de Felipe Milanez editor da revista National Geographic, ligado ao grupo da editora Abril. Milanez ganhou a rua por criticar uma matéria da revista Veja, ligada à Abril.

UOL, Globo e Folha de S.Paulo adotaram manuais que regulamentam o uso institucional das redes sociais. Algumas das orientações passadas são: evitar posições partidárias e políticas, não antecipar o conteúdo de reportagens que serão publicadas, e não fazer declarações sobre os bastidores das redações.”
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