“A intenção é procurar o caminho do ‘menor desgaste possível’ para a votação do novo Código Florestal. Mas, pelo que tudo indica, o acordo se faz longínquo e a negociação patina”
O governo pretende fechar nesta semana uma posição em relação às mudanças do Código Florestal. Os ajustes e contribuições governistas para o novo código devem ser moldados neste início de semana, em reunião com os principais articuladores do processo no Executivo: os Ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. A tarefa de buscar um consenso para o novo código não será fácil, especialmente porque o balaio de gato dentro do próprio Congresso está longe de se desenrolar.
Por iniciativa do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-SP), um grupo de parlamentares tenta há algumas semanas buscar um acordo e trazer uma solução apaziguadora (ou menos, conflituosa) para a votação do texto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) no plenário da Casa. A intenção é procurar o caminho do “menor desgaste possível”. Mas, pelo que tudo indica, o acordo se faz longínquo e o grupo de negociações patina.
Na semana passada, o presidente determinou o prazo de 15 dias para a finalização dos trabalhos na câmara de negociações. Nesta terça, às 16h, o grupo se reunirá e a promessa é de mais uma sessão improdutiva. Dois relatores – um ruralista e um ambientalista – foram designados para aparar as arestas dos dissensos e levar aos demais colegas um esboço de um possível acordo. A tentativa, até a noite de segunda, era frustrada.
Uma amostra do tamanho do impasse foi o documento encaminhado ao relator ambientalista. Nele, o representante ruralista pontua os pontos inegociáveis, ou seja, aqueles de que o setor não abre mão: anistia para multas por desmatamento ilegal; isenção da reserva legal para quatro módulos; redução das áreas de preservação permanente (APPs); cômputo da reserva legal e APP; para os estados, a prerrogativa de legislar sobre questões ambientais e suspensão de moratória para desmatamento (proposta inicialmente no texto de Aldo).”
Artigo Completo, ::Aqui::
Renata Camargo, Congresso em Foco
O governo pretende fechar nesta semana uma posição em relação às mudanças do Código Florestal. Os ajustes e contribuições governistas para o novo código devem ser moldados neste início de semana, em reunião com os principais articuladores do processo no Executivo: os Ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. A tarefa de buscar um consenso para o novo código não será fácil, especialmente porque o balaio de gato dentro do próprio Congresso está longe de se desenrolar.
Por iniciativa do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-SP), um grupo de parlamentares tenta há algumas semanas buscar um acordo e trazer uma solução apaziguadora (ou menos, conflituosa) para a votação do texto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) no plenário da Casa. A intenção é procurar o caminho do “menor desgaste possível”. Mas, pelo que tudo indica, o acordo se faz longínquo e o grupo de negociações patina.
Na semana passada, o presidente determinou o prazo de 15 dias para a finalização dos trabalhos na câmara de negociações. Nesta terça, às 16h, o grupo se reunirá e a promessa é de mais uma sessão improdutiva. Dois relatores – um ruralista e um ambientalista – foram designados para aparar as arestas dos dissensos e levar aos demais colegas um esboço de um possível acordo. A tentativa, até a noite de segunda, era frustrada.
Uma amostra do tamanho do impasse foi o documento encaminhado ao relator ambientalista. Nele, o representante ruralista pontua os pontos inegociáveis, ou seja, aqueles de que o setor não abre mão: anistia para multas por desmatamento ilegal; isenção da reserva legal para quatro módulos; redução das áreas de preservação permanente (APPs); cômputo da reserva legal e APP; para os estados, a prerrogativa de legislar sobre questões ambientais e suspensão de moratória para desmatamento (proposta inicialmente no texto de Aldo).”
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