Dilma admite correção anual e aumento das faixas da tabela do IR

Brasília Confidencial

“A presidente Dilma Rousseff admitiu ontem como provável que o governo atenda proposta das centrais sindicais e crie uma política de correção da tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas para os próximos quatro anos, com base no índice de inflação. Neste ano o governo “não tem condições de pensar” na correção de 6,6% pedida pelas centrais e o reajuste será de 4,5%, afirmou Dilma durante reunião de duas horas que manteve com os líderes das seis maiores centrais do país e da qual participaram os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, do Trabalho, Carlos Lupi, e do Planejamento, Miriam Belchior.

“Ela não assumiu na hora o compromisso de que vai fazer nos quatro anos, mas prometeu um estudo muito carinhoso dessa questão dizendo que é provável o governo atender”, explicou Carvalho aos jornalistas. Ele disse que o governo não estimou o impacto a ser produzido pelo reajuste anual da tabela do IR, mas adiantou que o índice de correção será o do centro da meta de inflação de cada ano.

FAIXAS E DEBATES

“A presidente assumiu diante dos sindicalistas também o compromisso de estudar proposta para atualizar as faixas da tabela do Imposto de Renda.

“Não foi quantificado quantas faixas. Ela disse que vê com muita simpatia a possibilidade de estabelecer maior progressividade na tabela do Imposto de Renda”, relatou Gilberto Carvalho.

Dilma garantiu aos dirigentes das centrais que criará a mesa permanente de negociação reivindicada por eles. As mesas tratarão de tudo: desde redução da carga semanal de trabalho até educação. Embora não tenham uma periodicidade acertada, a expectativa é que aconteçam uma vez por mês, dependendo do tema. A primeira reunião será com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento) sobre os riscos de desindustrialização.

A presidente convidou os sindicalistas para o almoço que oferecerá ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no dia 19.”
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