Intifada até a queda de Mubarak, prega a Fraternidade Muçulmana. União Europeia recomenda transição já

Wálter Fanganiello Maierovitch, Terra Magazine / Sem Fronteiras

1. Já se pode fechar o balanço sobre o 9º dia de manifestações oposicionistas no Cairo e nas principais cidades do Egito.

A Fraternidade Muçulmana, bem organizada, fala em “intifada até a queda de Mubarak”.

Desde ontem, o filho mais novo do presidente do Egito, Gamal Mubarak, 47 anos, colocou-se como líder de um movimento de resistência. Ele era o delfim na sucessão do pai, mas não foi aceito pelo Exército.

Os integrantes da chamada resistência pró-Mubarack resolveram, hoje, enfrentar os que querem mudanças (democracia e liberdade de expressão) e a queda do presidente. Ontem, a reunião foi pacífica e de apoio, com discurso de Gamal. Hoje, no entanto, o grupo de resistência partiu para o confronto. O embate entre opositores e situacionistas resultou em uma morte e 400 pessoas saíram feridas.

Com o confronto em curso, vândalos arremessaram um coquetel molotov contra o Museu Egípcio e o início de incêndio restou rebelado rapidamente por militares, que resolveram guardar as preciosas instalações.

2. A União Europeia soltou nota recomendando uma transição rápida. Não diz como.

Cresce a pressão internacional pela renúncia de Mubarak, assumindo o vice Omar Suleiman, 74 anos, com o compromisso de conduzir uma transição democrática. Não se sabe se a pressão levará ao adiantamento das eleições marcadas para outubro.”

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