AOL quer virar referência de jornalismo nos Estados Unidos

“O portal americano AOL, que já contratou 900 jornalistas, contrata 40 repórteres todos os meses

Carolina Cimenti, iG

Apesar de sua história ser marcada por tropeços e opções equivocadas, os movimentos do portal americano AOL são acompanhados com grande interesse pelo mercado e pelos especialistas em mídia. O movimento mais recente do portal é a aposta firme em jornalismo eletrônico. Os executivos da AOL estão convencidos de que, com o desmoronamento da tiragem dos jornais e revistas, as pessoas se abastecerão de informação via internet. Aqueles que se posicionarem como referência na produção de jornalismo de primeira qualidade terão mais chance para brigar por espaço no novo desenho do mercado de mídia.

Nos últimos dois anos, a AOL comprou vários sites que são referência na produção de conteúdo. A aquisição mais recente foi a do baladado site “The Huffington Post”, anunciada com estardalhaço na segunda-feira, 7 de fevereiro, negócio fechado por US$ 315 milhões. “As pessoas pensam no Google para a pesquisa e na Amazon para o comércio eletrônico. Eu acredito que no futuro elas vão pensar na AOL para conteúdo”, disse Tim Armstrong, CEO da AOL, em uma entrevista em 2010.

Armstrong promete aumentar radicalmente a produção de conteúdo da AOL, sempre mantendo gratuito o acesso aos sites ligados ao portal. Duas semanas atrás, informações sobre o plano de investimentos em jornalismo da AOL vazaram na internet. O chamado “The AOL Way” é explicado em 58 slides. O plano apresenta metas para aumentar a produção de conteúdo, principalmente na área de notícias. Se atualmente a AOL publica 31 mil reportagens por mês, até abril a empresa deverá produzir mais de 40 mil, um aumento de 27%. Mais do que isso: se atualmente cada matéria é visitada 1.512 vezes, Armstrong quer que esse número aumente em 365%, completando 7 mil “pageviews” por matéria em apenas dois meses.”
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