Pesquisa revela que 69,2% dos brasileiros esperam governo positivo de Dilma

Débora Zampier, Agência Brasil

‘A presidenta eleita Dilma Rousseff assumirá a chefia do Executivo com boa expectativa entre os brasileiros: 27,7% acreditam que ela fará ótimo governo e 41,5% esperam uma boa administração. É o que mostra a 110ª Pesquisa CNT/Sensus, que foi divulgada hoje (29). Um governo regular é aguardado por 17,6% dos entrevistados, 3,7% acreditam que será ruim e 2,7%, péssimo.

A saúde pública foi indicada por 46% dos entrevistados como o problema prioritário que Dilma Rousseff precisará enfrentar. A porcentagem é duas vezes maior que a do problema apontado em segundo lugar, a educação pública (19,5%). Em seguida, vêm violência urbana (15,1%); geração de empregos (9,2%); habitação (3,1%); transporte público (2,8%); estradas (1,5%); e saneamento (1,3%).

A expectativa para a economia no governo Dilma também é boa: 43,7% acham que o Brasil crescerá muito nos próximos anos, 39,8% que se desenvolverá um pouco e 7,5% acham que não haverá crescimento. Na área social, a expectativa é muito semelhante: 43% acham que haverá um grande avanço, 39,8% esperam desenvolvimento moderado e 8% acham que não haverá avanços.

Grande parte dos brasileiros (65%) acredita que Dilma dará continuidade ao governo Lula, enquanto 23% dos entrevistados discordam dessa possibilidade. Os entrevistados também foram ouvidos sobre a influência de Lula na formação do ministério de Dilma: 27,5% acreditam que os ministros foram indicados principalmente por Lula, 24,8% que foi Dilma quem indicou, 18,7% atribuem a escolha aos partidos da coligação e 16,7% ao PT. A maioria dos entrevistados (69%) considerou a formação ministerial entre regular e ótima.

Entre as reformas sociais aguardadas no governo Dilma, a mais esperada é a trabalhista (28,7%), seguida pela política (20,9%); tributária (11,5%); previdenciária (10,1%); judiciária (9,4%) e agrária (7,4%).

A pesquisa CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 23 e 27 de dezembro. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.”

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