América Latina em transformação

Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação

“Nem bem terminaram as festas comemorativas, o Presidente eleito do Uruguai, Pepe Mujica, da Frente Ampla, deu início às gestões com o objetivo de governar a partir de 1 de março de 2010. A primeira iniciativa foi a de se reunir com a direção da central sindical PIT-CNT, que apoiou integralmente o candidato da Frente Ampla. Na reunião de mais de uma hora, Mujica expressou sua vontade de avançar no sentido de uma reforma do Estado, e deixou claro que isso só acontecerá com o apoio e participação dos trabalhadores. Ficou decidido então a formação de uma comissão integrada por representantes dos trabalhadores e técnicos da Frente Ampla especialistas da área.

Nos quase cinco anos de governo da Frente Ampla, iniciados em 1 de março de 2005 ocorreram avanços que resultaram em benefícios para os trabalhadores. Ao contrário do que insistem em afirmar os neoliberais de plantão, é possível avançar nas questões sociais, inclusive na valorização das aposentadorias. Para se ter uma idéia, hoje os trabalhadores que chegam aos 60 anos de idade têm direito a aposentadoria. Antes a idade limite era de 65 anos e assim sucessivamente.

Não é à toa que Pepe Mujica tornou-se o presidente eleito, mesmo no segundo turno, com o maior número de votos da história uruguaia. Cabe agora a ele e à maioria absoluta de deputados e senadores da Frente Ampla no Parlamento demonstrarem a importância da eleição de mais um presidente de esquerda.

Para nós, os vizinhos, a vitória insofismável de Pepe Mujica fortalece o posicionamento de transformações por qual passa Nuestra América. Agora, na Bolívia, Evo Morales deverá também liquidar a fatura neste domingo (7), enquanto no Chile o candidato da Concertacion, de centro esquerda, Eduardo Frei, corre risco de perder para o da direita, o empresário Sebastián Piñera, que jogava no time de Pinochet. Correm por fora o candidato independente Enríquez-Ominami e o esquerdista Jorge Arrrate.

No Brasil ferve o tremendo escândalo em Brasília envolvendo o único Governador dos Democratas, José Roberto Arruda, e demais integrantes do seu gabinete recebendo propina. É o chamado mensalão da direita, cujos integrantes foram pegos em flagrante delito. O curioso da história é que a mídia conservadora tem procurado livrar a barra de órgãos da imprensa como o Correio Brasiliense e a Tribuna de Brasília, que também teriam se locupletado com grana por detrás do pano. Não por acaso, no dia que explodiu o escândalo, os dois jornais mencionados preferiram ficar na moita.”
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