Laelya Longo, DCI
“Os fabricantes de produtos de linha branca consideram que as novas alíquotas para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) divulgadas ontem pelo Ministério da Fazenda sinalizam para uma mudança definitiva na tributação dos eletrodomésticos da chamada linha branca, atendendo à reivindicação da indústria.
"A manutenção da redução do IPI era esperada, mas o governo nos surpreendeu com o atrelamento ao consumo de energia e com a extensão do prazo até 31 de janeiro", afirma Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Para ele, no entanto, foi uma surpresa positiva, já que sinaliza a intenção de atender às expectativas da indústria para uma nova tributação para setor.
Armando Ennes do Valle Jr., diretor de Relações Institucionais da Whirlpool Latin America, também acredita na adoção definitiva das novas alíquotas, mas talvez não nos mesmos patamares. "As atuais alíquotas do IPI vêm desde os governos militares e nunca foram revistas do ponto de vista da escala de essencialidade", afirma. "Uma lavadora de roupa não pode mais ser considerada artigo de luxo", disse Valle Jr.
Citando o IBGE, Valle afirma que eletrodoméstico só não é mais tributado do que o cigarro e está na frente de perfumes. "O governo não pode ignorar que houve uma mudança na sociedade e na inserção da mulher no mercado de trabalho", alega o executivo. "Somente 40% das casas no Brasil possuem lavadora."
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“Os fabricantes de produtos de linha branca consideram que as novas alíquotas para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) divulgadas ontem pelo Ministério da Fazenda sinalizam para uma mudança definitiva na tributação dos eletrodomésticos da chamada linha branca, atendendo à reivindicação da indústria.
"A manutenção da redução do IPI era esperada, mas o governo nos surpreendeu com o atrelamento ao consumo de energia e com a extensão do prazo até 31 de janeiro", afirma Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Para ele, no entanto, foi uma surpresa positiva, já que sinaliza a intenção de atender às expectativas da indústria para uma nova tributação para setor.
Armando Ennes do Valle Jr., diretor de Relações Institucionais da Whirlpool Latin America, também acredita na adoção definitiva das novas alíquotas, mas talvez não nos mesmos patamares. "As atuais alíquotas do IPI vêm desde os governos militares e nunca foram revistas do ponto de vista da escala de essencialidade", afirma. "Uma lavadora de roupa não pode mais ser considerada artigo de luxo", disse Valle Jr.
Citando o IBGE, Valle afirma que eletrodoméstico só não é mais tributado do que o cigarro e está na frente de perfumes. "O governo não pode ignorar que houve uma mudança na sociedade e na inserção da mulher no mercado de trabalho", alega o executivo. "Somente 40% das casas no Brasil possuem lavadora."
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