Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação
"Honduras continua na ordem do dia depois de mais de três semanas do golpe que derrubou o presidente constitucional Manuel Zelaya. A diplomacia estadunidense, através do porta-voz do Departamento de Estado, Phillip Crowley, abriu o jogo, ou seja, declarou numa coletiva que não considera “golpe de estado” o que aconteceu no país centro-americano.
Esses e outros pronunciamentos deixam mais clara as contradições entre o Presidente Barack Obama e os falcões ainda predominantes no Pentágono e mesmo no Departamento de Estado. Isto é, enquanto Obama condena a quebra constitucional, a representação diplomática estadunidense em Tegucigalpa e os assessores militares continuam atuantes e não se indispõem contra os usurpadores do poder. Parece até que o esquema Bush para a América Latina - via Oto Reich e outros do gênero - continua dando as cartas e, vale repetir, tentam armar contra Barack Obama.
Na área midiática, os colunistas de sempre repetem os argumentos golpistas segundo as quais Zelaya estava querendo se reeleger, o que não corresponde a realidade. O governo legítimo de Honduras faria uma consulta popular sobre a reforma constitucional, que foi impedida com o golpe de estado. Não estava em questão a reeleição, o que não significa necessariamente perpetuar-se no poder, pois o presidente que concorre a um novo mandato tem de ser submetido à vontade popular. Se o povo não quiser, elege outro pretendente.
Bem diferente do que fez o então presidente Fernando Henrique Cardoso, que conseguiu a reeleição sem consultar o povo, mas dobrando o Congresso pode-se imaginar como.
A TV Brasil lavrou um tento jornalístico por ser o único veiculo eletrônico brasileiro a mandar um repórter que cobriu a entrada simbólica de Zelaya em território hodurenho depois de passar a fronteira com a Nicarágua, área onde, segundo informações da resistência ao golpe, foram colocados franco atiradores em posições estratégicas para matar o presidente deposto caso ele volte a atravessar a fronteira. Em termos editoriais, no entanto, a mesma TV Brasil repetiu os argumentos sem sentido sobre o desejo de reeleição de Zelaya, igualando-se aos demais canais de televisão, entrando inclusive em choque com os pronunciamentos de Lula em defesa do mandato do presidente hondurenho e o retorno imediato ao país.”
Artigo Completo, ::Aqui::
"Honduras continua na ordem do dia depois de mais de três semanas do golpe que derrubou o presidente constitucional Manuel Zelaya. A diplomacia estadunidense, através do porta-voz do Departamento de Estado, Phillip Crowley, abriu o jogo, ou seja, declarou numa coletiva que não considera “golpe de estado” o que aconteceu no país centro-americano.
Esses e outros pronunciamentos deixam mais clara as contradições entre o Presidente Barack Obama e os falcões ainda predominantes no Pentágono e mesmo no Departamento de Estado. Isto é, enquanto Obama condena a quebra constitucional, a representação diplomática estadunidense em Tegucigalpa e os assessores militares continuam atuantes e não se indispõem contra os usurpadores do poder. Parece até que o esquema Bush para a América Latina - via Oto Reich e outros do gênero - continua dando as cartas e, vale repetir, tentam armar contra Barack Obama.
Na área midiática, os colunistas de sempre repetem os argumentos golpistas segundo as quais Zelaya estava querendo se reeleger, o que não corresponde a realidade. O governo legítimo de Honduras faria uma consulta popular sobre a reforma constitucional, que foi impedida com o golpe de estado. Não estava em questão a reeleição, o que não significa necessariamente perpetuar-se no poder, pois o presidente que concorre a um novo mandato tem de ser submetido à vontade popular. Se o povo não quiser, elege outro pretendente.
Bem diferente do que fez o então presidente Fernando Henrique Cardoso, que conseguiu a reeleição sem consultar o povo, mas dobrando o Congresso pode-se imaginar como.
A TV Brasil lavrou um tento jornalístico por ser o único veiculo eletrônico brasileiro a mandar um repórter que cobriu a entrada simbólica de Zelaya em território hodurenho depois de passar a fronteira com a Nicarágua, área onde, segundo informações da resistência ao golpe, foram colocados franco atiradores em posições estratégicas para matar o presidente deposto caso ele volte a atravessar a fronteira. Em termos editoriais, no entanto, a mesma TV Brasil repetiu os argumentos sem sentido sobre o desejo de reeleição de Zelaya, igualando-se aos demais canais de televisão, entrando inclusive em choque com os pronunciamentos de Lula em defesa do mandato do presidente hondurenho e o retorno imediato ao país.”
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Comentários
Exatamente, essa consultinha ae é inconstitucional em Honduras e abria brechas justamente pra ele continuar no poder.
Não vem com essa carapalida. Essa sua verdade ta muito furada!
As direitas estão indóceis pois agora o povo provou do doce sabor da liberdade, junto às esquerdas. Não quererá mais voltar a viver sob um jugo incompetente e corruto de homens safados e cruéis.
Aos direitões grotescos: FORA!