Tales Faria, JB Online
“Pareceu uma verdadeira bomba na aliança entre o PMDB e o PT, em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff a presidente da República em 2010, a nota lançada pela bancada de senadores petistas na sexta-feira. O texto, assinado pelo líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), defende que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tem de pedir licença do cargo. Vai mais além: classifica como graves as conversas telefônicas gravadas pela PF, em que Fernando Sarney pede ao pai um emprego no Senado para o namorado da neta do patriarca, pois, segundo afirmam os petistas, revelam "indícios concretos da associação do peemedebista com atos secretos".
Pois é, parecia uma bomba na relação entre os dois partidos. Passei o fim de semana esperando um pronunciamento da direção nacional do PMDB. E nada...
A verdade é que, afora a bancada de Renan Calheiros (PMDB-AL) e do próprio Sarney no Senado – cada vez mais restrita aos suplentes de senadores que chegaram lá sem conquistar um só voto –, não se vê qualquer mobilização em defesa de Sarney no seu partido. Muito menos ainda, qualquer ameaça à aliança entre o PMDB e o PT para 2010.
Fui procurar entender o caso falando com quem, hoje, tem de fato o controle da máquina partidária do PMDB no país. O presidente nacional da legenda, deputado Michel Temer (SP), estava recolhido no interior de São Paulo. Achei o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Ele se negou a comentar a situação específica de Sarney. "Não quero me meter em questões internas do Senado.
Deixa-me fora dessa", pediu. O jeito foi insistir, e Geddel, então, com sua forma pragmática de tratar a política, foi direto ao ponto:
"O episódio do Senado não terá qualquer influência na montagem dos palanques regionais em 2010. Será muito mais importante a costura que for feita caso a caso, em cada estado. Aí, sim, é que o PMDB definirá seu apoio à ministra Dilma. Se a candidata, se o PT e se o presidente Lula conseguirem acertar-se com a maioria do PMDB nos estados, poderão até ter o partido unificado na aliança nacional, como ocorreu entre PMDB e PSDB em 2002, quando fizemos da deputada Rita Camata (PMDB-ES) a vice na chapa presidencial do tucano José Serra".
Artigo Completo, ::Aqui::
“Pareceu uma verdadeira bomba na aliança entre o PMDB e o PT, em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff a presidente da República em 2010, a nota lançada pela bancada de senadores petistas na sexta-feira. O texto, assinado pelo líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), defende que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tem de pedir licença do cargo. Vai mais além: classifica como graves as conversas telefônicas gravadas pela PF, em que Fernando Sarney pede ao pai um emprego no Senado para o namorado da neta do patriarca, pois, segundo afirmam os petistas, revelam "indícios concretos da associação do peemedebista com atos secretos".
Pois é, parecia uma bomba na relação entre os dois partidos. Passei o fim de semana esperando um pronunciamento da direção nacional do PMDB. E nada...
A verdade é que, afora a bancada de Renan Calheiros (PMDB-AL) e do próprio Sarney no Senado – cada vez mais restrita aos suplentes de senadores que chegaram lá sem conquistar um só voto –, não se vê qualquer mobilização em defesa de Sarney no seu partido. Muito menos ainda, qualquer ameaça à aliança entre o PMDB e o PT para 2010.
Fui procurar entender o caso falando com quem, hoje, tem de fato o controle da máquina partidária do PMDB no país. O presidente nacional da legenda, deputado Michel Temer (SP), estava recolhido no interior de São Paulo. Achei o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Ele se negou a comentar a situação específica de Sarney. "Não quero me meter em questões internas do Senado.
Deixa-me fora dessa", pediu. O jeito foi insistir, e Geddel, então, com sua forma pragmática de tratar a política, foi direto ao ponto:
"O episódio do Senado não terá qualquer influência na montagem dos palanques regionais em 2010. Será muito mais importante a costura que for feita caso a caso, em cada estado. Aí, sim, é que o PMDB definirá seu apoio à ministra Dilma. Se a candidata, se o PT e se o presidente Lula conseguirem acertar-se com a maioria do PMDB nos estados, poderão até ter o partido unificado na aliança nacional, como ocorreu entre PMDB e PSDB em 2002, quando fizemos da deputada Rita Camata (PMDB-ES) a vice na chapa presidencial do tucano José Serra".
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