Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação
"O Brasil merecia coisa melhor do que a “farra” das passagens aéreas dos parlamentares. Convenhamos, a mídia poderia se interessar também por pautas checando como se comportam e votam os representantes do povo. E mais: relacionar os votos com os apoiadores de campanha. Aí sim, o povo brasileiro teria maiores elementos para analisar quem é quem no Legislativo.
Exemplo concreto, o deputado do PMDB fluminense, Marcelo Itagiba, que, segundo o Deputado Chico Alencar, recebeu apoio de um sócio do banqueiro Daniel Dantas. Pergunta-se: qual o grau de imparcialidade deste senhor para presidir ou relatar Comissões Parlamentares de Inquérito envolvendo o sócio de um de seus financiadores? E qual a moral de parlamentares que receberam grana em suas campanhas do capital financeiro ou de empresas do setor imobiliário na hora de votarem questões pertinentes a esses setores? De que forma tais fatos influirão no voto de matérias relevantes para os cidadãos brasileiros?
Estas questões são bem mais graves do que a “farra” das passagens de aviões. Não, entendam bem os mais açodados, que não se deva condenar os parlamentares que cometeram irregularidades, mas porque deixar em segundo plano os Itagibas da vida e outros? Que o Fernando Gabeira, hoje um arauto da moralidade, admita que errou ao ceder passagens à filha surfista, tudo bem. Ele está dando uma satisfação aos eleitores, alguns deles netos ou bisnetos dos udenistas (adeptos de um partido que pregava a moralidade e conspirava na porta dos quartéis antes de 64 e deu no que deu). Mas porque não informar como Gabeira votou nos últimos anos na Câmara? E Rodrigo Maia, líder do Demo, além das passagens por que não checar que tipo de projetos ele tem defendido e votado?”
Artigo Completo, ::Aqui::
"O Brasil merecia coisa melhor do que a “farra” das passagens aéreas dos parlamentares. Convenhamos, a mídia poderia se interessar também por pautas checando como se comportam e votam os representantes do povo. E mais: relacionar os votos com os apoiadores de campanha. Aí sim, o povo brasileiro teria maiores elementos para analisar quem é quem no Legislativo.
Exemplo concreto, o deputado do PMDB fluminense, Marcelo Itagiba, que, segundo o Deputado Chico Alencar, recebeu apoio de um sócio do banqueiro Daniel Dantas. Pergunta-se: qual o grau de imparcialidade deste senhor para presidir ou relatar Comissões Parlamentares de Inquérito envolvendo o sócio de um de seus financiadores? E qual a moral de parlamentares que receberam grana em suas campanhas do capital financeiro ou de empresas do setor imobiliário na hora de votarem questões pertinentes a esses setores? De que forma tais fatos influirão no voto de matérias relevantes para os cidadãos brasileiros?
Estas questões são bem mais graves do que a “farra” das passagens de aviões. Não, entendam bem os mais açodados, que não se deva condenar os parlamentares que cometeram irregularidades, mas porque deixar em segundo plano os Itagibas da vida e outros? Que o Fernando Gabeira, hoje um arauto da moralidade, admita que errou ao ceder passagens à filha surfista, tudo bem. Ele está dando uma satisfação aos eleitores, alguns deles netos ou bisnetos dos udenistas (adeptos de um partido que pregava a moralidade e conspirava na porta dos quartéis antes de 64 e deu no que deu). Mas porque não informar como Gabeira votou nos últimos anos na Câmara? E Rodrigo Maia, líder do Demo, além das passagens por que não checar que tipo de projetos ele tem defendido e votado?”
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