Equipe Terra Magazine“Os números da Fundación Nuevo Jornalismo Iberoamericano (FNPI), criada em 1994 pelo escritor e jornalista Gabriel García Márquez e alguns amigos, são grandes: mais de 6.500 jornalistas ibero-americanos participaram das suas oficinas; cerca de outros 600 participaram de um prêmio de crônicas que teve duas chamadas; mais de 850 estudantes e repórteres tiveram suas perguntas respondidas no Consultório Ético; os livros da sua coleção editorial são vendidos aos milhares em toda a região ibero-americana. Resultados pouco modestos para algo que o colombiano, Nobel de Literatura em 1982, imaginou simplesmente como um espaço onde os veteranos do ofício incentivariam os novos repórteres "em mesa redonda com exercícios práticos, para lhes transmitir as suas experiências na carpintaria do ofício".
No próximo sábado, 28 de fevereiro, quando do encerramento da convocatória do Prêmio Novo Jornalismo Cemex+Fnpi, novos números refrescarão este registro: mais de 5.000 postulantes nas primeiras sete convocatórias, cujos ganhadores e finalistas receberam, além do reconhecimento profissional, US$ 660 mil como recompensa financeira, oferecidos pela multinacional mexicana do cimento Cemex.
Terra Magazine falou com o colombiano Jaime Abello, co-fundador da FNPI e seu diretor geral desde o início, sobre o prêmio, de García Márquez, do jornalismo ibero-americano e da irrupção, que já se encaminha para a onipresença da internet no mundo jornalístico.
O que significa este prêmio para o jornalismo da América Latina, após oito convocatórias?
Jaime Abello - Depois de oito convocatórias o Prêmio Novo Jornalismo CEMEX+FNPI transformou-se em uma altíssima referência de qualidade e em um observatório de novos talentos e tendências para o jornalismo ibero-americano em geral, não apenas na América Latina hispânica falante, mas também nas comunidades latinas da América do Norte, Espanha e Portugal.
É um espaço de intercâmbio, de conhecer o que está sendo feito no jornalismo da América Latina e Caribe, que são semelhantes e que utilizam duas línguas que se misturam e de tradição comum como são o espanhol e o português.
Além de estabelecer referências de qualidade, também reconhece de maneira específica e individual os trabalhos e os jornalistas, além de servir para analisar quais são os assuntos mais trabalhados e também para conhecer os interesses e as preocupações dos jornalistas quanto à agenda em relação à crônica e a reportagem, que são os gêneros mais presentes no concurso.”
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