Defesa da ditadura é tradição de pai para filho na Folha

Antônio Mello, Blog do Mello

"Hoje faz uma semana que a Folha publicou um editorial em que classificou como uma ditabranda, a ditadura que censurou, prendeu, seqüestrou, torturou e assassinou inúmeros brasileiros, entre 1964 e 1985. E até agora ainda não se sabe o que o presidente eleito pela mídia corporativa, José Serra, pensa do assunto.

Para os que não se recordam, ou para os que não leram o editorial, aqui repito o trecho infame:

Mas, se as chamadas "ditabrandas" - caso do Brasil entre 1964 e 1985 - partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça-...

Primeiro, como bem lembrou o Idelber, não há essa categoria “ditabranda”, e o termo, quando usado, não se encaixa nas definições apresentadas pelo editorial. Depois, eu queria entender como alguém pode achar que o que ocorreu no Brasil foi uma ruptura institucional, em que a disputa política e o acesso à Justiça foram preservados, ou existiam em “formas controladas”. E o AI-5? Será que a Folha nunca ouviu falar no AI-5?”
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