L'Humanité vê greve geral como "uma virada"

"Nicolas Sarkozy deve agora se render à evidência e tomar nota do imenso protesto que se expressou em todo o país contra sua política ultra-reacionária", diz o centenário diário comunista francês L'Humanité, em editorial assinado por Patrick Le Hyaric, sobre a surpreendente adesão à greve geral desta quinta-feira, convocada pelas oito centrais sindicais francesas.

Nicolas Sarkozy não poderá mais dizer, como fez em 6 de julho passado estufando o peito, que "daqui por diante quando há uma greve na França ninguém se apercebe".

Depois de ter feito tudo, durante dias e dias, com seus ministros, para impedir esta forme mobilização, ele deve agora se render à evidência e tomar nota do imenso protesto que se expressou em todo o país contra sua política ultra-reacionária. É altamente sintomático que tal mobilização tenha sido possível, quando os períodos de crise tendem a empurrar os indivíduos para o recuo. Cerca de 70% de nossos concidadãos apoiaram o movimento.

Que o poder não tente distorcer o sentido desta jornada. Desde o mais minúscula povoado até Paris, os assalariados, os aposentados, os sem-emprego e os precarizados, seja do setor público ou privado, as pequenas e médias empresas fizeram ouvitr sua voz com uma força como há muito tempo não se via.

Em certo sentido, pela primeira vez no reinado de Sarkozy o povo quis erguer uma barreira no caminho de sua contra-revolução neoconservadora. Fez sentir sua cólera e sua revolta face às gritantes injustiças que sofre cada dia mais. "Não somos nós que devemos pagar a crise", foi sem dúvida a frase mais ouvida nas manifestações.”
Vermelho.org / L'Humanité
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