“Para o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), o debate sobre a concessão de refúgio ao italiano Cesare Battisti não deveria ser levado para a vida política brasileira, já que isso pode acabar "envenenando as relações" entre Brasil e Itália.
Em entrevista publicada nesta quinta-feira pela revista IstoÉ, Cesare Battisti revelou que Gabeira foi "muito receptivo" e lhe deu apoio psicológico quando chegou ao Brasil em 2004.
Exilado político nos anos 70, Gabeira viveu em países como Chile e Suécia depois de participar, em setembro de 1969, do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Elbrick.
À época, integrava o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), grupo de oposição à ditadura militar.
Hoje, o ex-guerrilheiro opta pela moderação ao comentar a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, que concedeu o status de refugiado político a Battisti. "O tema deveria ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)", defende.
E conclui:
- Os asilados italianos que estão aqui conseguiram chegar a esse caminho através do Supremo, que tem condições técnicas para avaliar melhor.
Gabeira explica que teve pouco contato com Cesare Battisti e que não o conhecia antes de 2004. O deputado diz que se limitou a um conselho somente. "Encontrei com ele e o aconselhei a buscar uma saída legal, a se entregar. E é tudo", diz.
Battisti pertenceu, no final da década de
No início de fevereiro, o Supremo deve decidir se mantém o status de refugiado concedido a Battisti. Com isso, espera-se que seja colocado um ponto final no imbróglio que nos últimos dias vem azedando as relações ítalo-brasileiras.”
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