Conflito ou massacre?

“Qualquer manual de jornalismo ensina que em nome da imparcialidade, da honestidade, da igualdade, e de outras qualidades sem rima, o jornalista deve sempre ouvir os dois lados da notícia. Qualquer manual ensina que o repórter deve ouvir as duas versões, dar-lhes igual destaque, se deseja ser testemunha objetiva do que vê. Mas qualquer leitor sabe que tal exigência de manual é inalcançável. Nem tanto por ser próprio da natureza humana a parcialidade, mas porque é infinito o cinismo do grande mundo.

Para maior clareza do que acaba de ler, acompanhe o leitor o noticiário da Rede Globo sobre o massacre dos palestinos em Gaza. Massacre, não, desculpe, pelas notícias trata-se de conflito, guerra, ofensiva, e outros eufemismos que não doem na pele dos editores. No Jornal Nacional de 13.1.2009, este foi o relato:

"Tropas de Israel ampliaram os ataques aéreos na Faixa de Gaza, enquanto soldados avançaram pelas cidades do território. Mais de 970 palestinos morreram em 18 dias de conflito, quase um terço, crianças e adolescentes. Do lado israelense, são 14 mortos, quatro civis. A reportagem é do correspondente Alberto Gaspar:

Os bombardeios desta terça se concentraram na região da fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito. Foram 60 alvos. Os israelenses afirmam ter atingido cerca de 30 túneis que permitiriam o transporte de armas para o território.

As tropas terrestres estariam enfrentando resistência de militantes dos Hamas. Pelos menos 18 palestinos teriam morrido nos combates. Um balanço do Unicef aponta que 275 crianças e adolescentes morreram até segunda-feira pelos ataques israelenses”.

Urariano Mota, direto da Redação
Artigo Completo, ::Aqui::

Comentários