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Na prática, a participação das empresas é maior, porque parte das verbas foi repassada aos prefeitos por meio dos comitês financeiros (48,78%) e pelas direções partidárias (9,39%), que receberam dinheiro de empresas e pessoas físicas. Os comitês têm contabilidade à parte e os partidos só prestam contas de doações no ano seguinte.
Entre os prefeitos eleitos nas quatro capitais do Sudeste, os de São Paulo e Rio tiveram a maior proporção de receitas proveniente desses setores. No Rio, Eduardo Paes (PMDB) foi o maior beneficiado por essas empresas, que doaram 33,73% do valor arrecadado. Quando se leva em conta também a arrecadação via comitê único, a proporção é de 36,05%.
Pelos mesmos critérios, o prefeito reeleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), fica perto, com 30,55%.
Wilson Tosta, O Estado de São Paulo
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