"Em um discurso que comemorava a independência cubana, o recém eleito presidente, Barack Obama declarou que: "O caminho para a liberdade de todos os cubanos deve começar pela justiça a todos os prisioneiros políticos de Cuba, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, o direito à associação e deve conduzir a eleições livres e justas; esse é o meu compromisso". E acrescentou: "A minha política com relação a Cuba será orientada por uma palavra: liberdade".
O novo líder da Casa Branca poderá restabelecer as relações com Cuba, ou será uma ilusão passageira que acomete qualquer administração? Christopher Sabatini, Diretor de Políticas da Americas Society e do Conselho das Américas
Terra Magazine - Pensando no conceito de "liberdade" mencionado por Obama, o que ele pode oferecer ao povo cubano no seu governo?
Christopher Sabatini - Como observador e analista, vejo que ele quer dizer que levar liberdade a Cuba não está dentro do seu poder. Isso vai depender do povo cubano, dentro da ilha de Cuba. Com certeza ele não vai pactuar nem negociar com nenhum governo que não seja democrático. Ele quer paz e liberdade para os presos políticos dentro de Cuba.
Como repercutiria nos Estados Unidos o restabelecimento das relações com Cuba?
Existem assuntos a serem negociados com Cuba de estado para estado: a questão da imigração, a respeito do qual temos debatido apesar da guerra de palavras. Por outro lado, há a questão do narcotráfico. É muito importante abordar o fluxo de drogas entre Flórida e Cuba. Também a questão do meio ambiente e a assistência em casos de emergência, como os furacões. Nestes aspectos, por razões de interesse mútuo, apesar das características do regime cubano, devemos manter uma comunicação fluida entre ambos os governos. Em contrapartida há um risco de negociar com o governo o cubano, que está nas mãos dos irmãos Castro há quase 50 anos. A intenção não é legitimar um governo que não respeita os tratados internacionais que ele próprio assinou. Por exemplo, na reunião da Cúpula Ibero-americana em Viña del Mar, os governos declararam respeitar as liberdades democráticas e os direitos humanos. O governo não respeitou isso. Nem mesmo as declarações das Nações Unidas.”
Erika Montoya, Terra Magazine
Entrevista Completa, ::Aqui::
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