“Passadas as eleições municipais, concorridas ou não, que resultaram, entre outras coisas, no fortalecimento do PMDB, hoje possivelmente o partido fiel da balança das eleições presidenciais de 2010, valeriam algumas reflexões que dificilmente são feitas mesmo depois das tempestades. Recentemente, consultando alfarrábios de décadas anteriores detive-me nos anos 70, mais precisamente em entrevistas com o maior diretor de cinema de todos os tempos no Brasil. Glauber Rocha, polêmico por natureza, além de genial diretor de cinema foi um pensador de vanguarda. Olhava na frente e por isso muitas vezes não era entendido.
Glauber polemizou com alguns setores de esquerda, que antecederam a turma atual da boquinha, que em determinado momento chegaram a considerá-lo, absurdamente, reacionário. Foi o que aconteceu depois de uma polêmica entrevista do cineasta ao jornalista Zuenir Ventura, na revista Visão, lá pelos idos de 1974, se não falha a memória. Glauber deitou e rolou chamando a atenção, genericamente, sobre a possibilidade de a área militar iniciar uma abertura política. Não seria de se estranhar se Glauber, que conheceu a experiência militar nacionalista revolucionária (no bom sentido!) do governo do General peruano Juan Velasco Alvarado (1969 a 1975), quando conversou com Zuenir em Paris estivesse influenciado pelos acontecimentos naquele país latino-americano.”
Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação
Matéria Completa, ::Aqui::
Comentários