“A internacionalmente famosa Operação Mãos Limpas (Mani Pulite), iniciada em 17 de fevereiro de 1992 e conduzida pela magistratura do Ministério Público de Milão, começou com a prisão cautelar do corrupto Mario Chiesa. Ele era gestor do mega-complexo público, hospital e asilo chamado "Pio Albergo Trivulzio", de Milão.
Engenheiro eletrônico de profissão, Chiesa mantinha filiação no então Partido Socialista: depois da Operação Mãos Limpas houve uma reforma partidária, com a mudança de nome dos partidos em razão do escândalo desmoralizante.
Chiesa havia sido guinado ao cargo de administrador do Pio Albergo Trivulzio graças às influências do ex-premiê Bettino Craxi e do filho Bobo Craxi.
Bettino Craxi, posteriormente e a fim de evitar a prisão, fugiu para a Tunísia. Lá, possuía uma luxuosa mansão com frente para o mar e uma fonte de mármore subtraída de um depósito da prefeitura de Milão, onde fora prefeito.”
Wálter Fanganiello Maierovitch, Terra Magazine
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Comentários
Altamente estranho, não é? Mas de suposições morreu um burro. Porém, um último fato causou espécie, cuja repercussão não ecoou tão forte quanto deveria no cenário brasileiro, principalmente por ter sido patrocinado pelo dono de uma portentosa voz de barítono que, corajosamente, reconhecemos, bradou: "que venha o processo para o STJ (leia-se, Ministro Gilmar Mendes) pois, se nêle estou acusado de envolvimento, como senandor tenho imunidades"! A partir daí, reinou o silêncio nas cortes! E há quem diga que não existe "nada" perfeito...!
O Fantástico da Globo ganharia IBOPE caso mostra-se a vida do ex-banqueiro em Roma e a sua vinda (preso) para o Brasil?
O silencio da grande imprensa é ensurdecedor.