“De chorar a reação do governador fluminense Sérgio Cabral à violência sofrida por repórteres-fotográficos de três jornais na Vila Cruzeiro, quando cobriam uma caminhada do candidato a prefeito do Rio, Marcelo Crivella.
Situada no Complexo do Alemão, Vila Cruzeiro, lembra o Globo hoje, foi onde mataram o jornalista Tim Lopes, há seis anos.
Ontem, traficantes obrigaram os fotógrafos a apagar de suas câmaras as imagens da visita. “Mandei não tirar fotos”, falou um deles, armado com um fuzil.
Aí o governador soltou uma nota dizendo que cada vez que se impede o trabalho da imprensa “é sinal de um estado de exceção” – como se os responsáveis fossem autoridades truculentas, e não bandidos, e a nota fosse de uma associação de jornalistas. “O direito de ir e vir de candidatos e da imprensa é sagrado”, disse também, como quem acaba de descobrir a pólvora.
E arrematou: “Fatos como esse, gravíssimo, tornam evidente a necessidade de combate sem tréguas à criminalidade”.
Luiz Weis, Verbo Solto / Observatório da Imprensa
Artigo Completo, ::Aqui::
Comentários