“Evocamos Paine e seu livro Justiça agrária, a propósito das decisões do Ministério Público do Rio Grande do Sul, contra o MST. O documento, em seu radicalismo, e em sua minuciosa construção de um fantasioso projeto revolucionário, em pouco difere do famoso Plano Cohen, redigido pelo então capitão Olímpio Mourão Filho, para uso dos integralistas, e que serviu de pretexto para o golpe do Estado Novo, em 1937. Os integralistas responsabilizavam os comunistas pelo falso projeto de insurreição terrorista, com apoio estrangeiro, para a implantação de um regime "soviético" no Brasil. Os promotores gaúchos atribuem aos sem-terra ligações com forças militares estrangeiras, guerra de guerrilhas, criação de territórios livres, e uma revolução de caráter socialista no Brasil. A linguagem é de extrema-direita, bem escrita, mas idéias são tacanhas, bem assim como os argumentos usados para propor a extinção do movimento.”
Mauro Santayana, Jornal do Brasil
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