"Após sete anos do estilo fracassado de governo de George W. Bush, na linha do 'ou-vocês-estão-conosco-ou-estão-contra-nós', os eleitores americanos merecem ver um debate com nuanças - agora e durante a fase final da campanha - sobre como cada um dos candidatos vai combater o terrorismo, proteger as liberdades civis, enfrentar a crise imobiliária e pôr fim à guerra do Iraque".
O eixo central dessa queixa do editorial do "New York Times" na última quarta-feira, 23, foi a conduta da candidata Hillary Clinton na campanha da Pensilvânia. Ela conseguiu ali derrotar o rival Barack Obama, mas para isso recorreu a uma receita negativa e comprometedora para a dignidade do processo político - "o que só pode prejudicá-la, prejudicar o oponente, o partido e a própria eleição de 2008".
Sob um título bem apropriado, "The low road to victory" (O caminho baixo para a vitória), o jornal advertiu que os eleitores já estão cansados desse rumo inferior, pelo qual "foi ela a principal responsável", diminuindo o processo político. "A sra. Clinton deixou de obter na Pensilvânia a grande vitória de que precisava para desafiar os dados matemáticos da disputa democrata", observou.”
Argemiro Ferreira
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