Inquérito dos cartões: inevitável e sem rumo definido

“A CPI dos cartões corporativos vai sair porque Congresso e governo têm uma posição dúbia diante das informações sobre o volume de gastos com esse meio de pagamento. Deve ser curta e técnica, se prevalecer o bom senso. Pode contribuir para a melhor gestão dos gastos públicos, caso não vise à fulanização.

O Congresso não precisava dessa CPI e, mesmo na oposição, havia quem não mostrasse simpatia pelo inquérito. No Senado, o partido Democratas preferia promover audiências públicas sobre o tema dos cartões corporativos nas comissões permanentes. O volume de notícias a respeito fortaleceu a idéia da CPI e fez o DEM abandonar o antigo projeto. A preocupação em dar satisfação à sociedade, que equivale ao receio de cobranças da mesma, jogou por terra o projeto inicial.

Some-se a isso o fato de o governo ter decido comprar a briga com o movimento oposicionista pró-investigação e co-patrocinar a CPI, desde que retroativa há dez anos, envolvendo também alguns anos da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Tudo isso para dizer que não tem nada a temer.”
Carlos Lopes, Politicall.com
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