“Empresa que doou R$ 33 mil para a reeleição do governador de Minas é incluída em cadastro do Ministério do Trabalho
Entre as oito empresas e cinco pessoas físicas acusadas de manter trabalhadores em situação análoga à de escravo incluídas na última edição da chamada "lista suja" do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), duas doaram para campanhas de políticos eleitos em 2006.
O principal beneficiário da contribuição dessas empresas foi o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), um dos principais nomes lembrados pelos tucanos para concorrer à sucessão de Lula em 2010. Outra campanha que recebeu recurso de empresa que teve trabalhadores libertados pelo Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo do MTE foi a do deputado estadual Reni Pereira (PSB-PR).
De acordo com a prestação de contas registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador mineiro recebeu em sua vitoriosa campanha à reeleição R$ 33,4 mil da Calsete Siderurgia, incluída na última “lista suja”, divulgada no final do ano passado.”
Lúcio Lambranho, Congresso em Foco
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