“O autor da decisão oferece uma idéia do absurdo de que esta se reveste, sem precedente nem mesmo nos ásperos tempos da ditadura militar." (Maurício Azedo, presidente da ABI)
Mais uma vez uma decisão liminar de um desembargador expôs a grande tragédia de um regime de direito que esmaga elementares direitos constitucionais que, por sua natureza, jamais poderiam ter sido feridos, ainda mais quando se trata de um instrumento abominável - a censura, ainda que maquiada.
O que está acontecendo no Paraná impõe uma ampla reflexão e exige uma vigorosa reação de todos os que acreditam no regime de liberdade, pelo qual nos sacrificamos tanto. É ao mesmo tempo uma interpretação errada da lei e uma subtração de um direito à informação que só os paranaenses gozavam.
A novela não começou agora, mas teve o seu capítulo mais dramático com a decisão de um desembargador federal, já em segunda instância, de proceder uma verdadeira intervenção branca na TV Educativa do Paraná, determinando o que podia e o que não podia ser apresentado em sua programação.”
Pedro Porfírio, Tribuna da Imprensa
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