“Os tiros que atingiram o pescoço e o peito de Benazir Bhutto, 54 anos, em Rawalpindi, a 12 quilômetros de Isalamabad, capital paquistanesa, enterraram o sonho, distante, mas possível de ser construído, do retorno da democracia ao Paquistão. Foi atingida ao se preparar para deixar um comício por um agressor que, não satisfeito, detonou uma bomba, matou-se e a pelo menos outros 20 compatriotas, além de deixar mais de 40 feridos.
O atentado torna mais sombrio o futuro do Paquistão. Benazir voltara em outubro, depois de anos de exílio, e era uma das favoritas nas eleições parlamentares de 8 de janeiro. Os Estados Unidos costuravam um acordo entre ela e seu adversário, o general que desistiu da farda Pervez Musharraf, reeleito presidente num pleito em que destituiu a Suprema Corte para evitar a contestação de sua vitória. O assassinato ceifou a negociação que transformaria a líder do Partido do Povo Paquistanês, novamente, em premier.”
Jornal do Brasil
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