Condenados na Itália, procurados no mundo

“As 11 autoridades brasileiras acusadas na Itália por suposto envolvimento com a Operação Condor correm o risco de prisão caso deixem o Brasil e sejam localizadas em qualquer país membro da Interpol (Polícia Internacional). Ao decidir formalmente o pedido de extradição ao Brasil e a outros países da América do Sul, a Justiça italiana também encaminhou a decisão judicial à Interpol, que incluiu os nomes na lista de procurados no mundo inteiro. Isso significa que fora do Brasil eles se encontrariam na mesma circunstâncias em que foi preso o banqueiro Salvatore Cacciola, apanhado no principado de Mônaco, que é um dos países membros da Interpol, mas também era protegido pelas leis italianas que, como no Brasil, não permitem a extradição de seus cidadãos.

Militares e policiais aposentados que trabalharam na Condor perderiam a imunidade fora do Brasil. Um dos 140 acusados no processo, o capitão de navio do Uruguai, Nestor Trocoli, acabou preso no último domingo pela Interpol, justamente na Itália, em Salermo, onde se escondia por conta de denúncias em seu país em outro caso.”
Jornal do Brasil
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