“Com o sucesso estrondoso do presidente Lula no exterior
Dei a importância devida aos fatos da quarta e quinta-feiras, que ultrapassaram o fim de semana e ainda não completaram o ciclo de conseqüências e incoerências. A decisão do procurador geral da República desvendou muita coisa, atrelou indissoluvelmente o PSDB (que esteve no Poder) com o PT-PT (que ainda está). Juntou-os no mesmo mensalão, só que o do PSDB escondido, o do PT-PT, escancarado.
Para complicar mais as coisas, "a convenção" do PSDB, com a exibição de egos incontroláveis, ambições açodadas e desvairadas, ataques do ex-presidente FHC ao presidente Lula, pura frustração, inveja e ressentimento. A razão? Lula ainda estar no Poder e em condições de tentar o terceiro mandato, coisa que FHC não conseguiu. E a idade (e o desprestígio) não deixa mais pretender.
E um fato único e i-n-i-m-a-g-i-n-á-v-e-l: Roberto Jefferson, roteirista, ator e diretor do segundo mensalão, é recebido estrepitosamente por FHC e toda a claque que o acompanha. Precisamente na hora em que Antonio Fernando de Souza (procurador geral) trazia para o centro dos acontecimentos o primeiro mensalão.”
Helio Fernandes, Tribuna da Imprensa
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