PT não pode ser um “partido eleitoral”, diz José Eduardo Cardozo

“O Correio da Cidadania entrevista, com exclusividade, o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT/SP), candidato à presidência de seu partido pela chapa "Mensagem ao Partido" e um dos mais proeminentes parlamentares da legenda.

Segundo Cardozo, o intuito de sua candidatura no PED (Processo de Eleições Diretas do PT) é reaproximar o partido das bases e dos movimentos sociais, algo que considera ter sido deixado de lado por dirigentes do PT nos últimos anos. O deputado ainda coloca em pauta a questão da diferenciação entre o partido e o governo - cuja linha tênue precisa ser respeitada -, a obrigação da fidelidade partidária e analisa as críticas feitas por dissidentes petistas desde as eleições que levaram Lula ao poder, em 2002.

CC: O que responderia aos críticos do PT que, além de citar os pontos que você mencionou anteriormente como demonstrativos de abandono de bandeiras históricas, acusam, desde o processo que levou Lula à presidência em 2002, o partido de priorizar o caminho eleitoral?

JEC: Acredito que são críticas corretas. O PT não pode ser um partido que vive de eleições, mas sim um partido que deveria viver de seus militantes. E a militância não pode estar agregada apenas durante as disputas eleitorais, tem que ser chamada para discutir políticas, para participar do cotidiano partidário.

Por isso, uma de nossas propostas é a de retomar o PT como um partido militante, não um partido eleitoral.”
Mateus Alves,
Correio da Cidadania
Entrevista Completa, ::Aqui::

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