“O cerco está se fechando. O Instituto do Coração, Incor, e sua mantenedora, a Fundação Zerbini, estão sendo investigados pelo Ministério Público de São Paulo, a Polícia Civil, o Ministério Público Federal em Brasília e o Tribunal de Contas da União. Tudo ao mesmo tempo, para entender como foi que a instituição recebeu nos últimos anos R$ 534 milhões de órgãos públicos federais, mas hoje está com uma dívida de R$ 250 milhões. Semanas atrás, a atual direção da fundação enviou ao MP paulista nove denúncias contra ex-diretores, acusados de contratos fraudulentos, operações para dar prejuízo ao Incor e envolvimento com empresas off-shore, fundadas em paraísos fiscais. A investigação também aponta para a lavagem internacional de dinheiro. O principal investigado é Mario Gorla, presidente da fundação entre 2002 e 2005.”
Hugo Marques, ISTOÉ
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