“É isso mesmo: até que a prova seja produzida, todos são inocentes. O presidente Lula está certo. Essa garantia poderá ser invocada por qualquer um. Foi uma conquista da humanidade. Deve ser preservada, mesmo que o investigado apareça constantemente envolvido em denúncias de atividades suspeitas.
Havia um determinado político que sempre se utilizava dessa mesma presunção. Afirmava que era alvo constante de ataques, mas que nada jamais fora provado contra ele. Mais recentemente é que as condenações começaram a surgir.
Lamentavelmente, esse processos são demorados. O presidente, naquela ocasião, não o poupava. Os indícios pareciam fortíssimos. Contudo, não havia prova. Mesmo assim, afirmações conclusivas eram feitas. Curiosamente, as alegações fortaleciam o agredido.
O fato é que a presunção de inocência não deve ser invocada e defendida apenas quando nos interessa e, no mínimo, há que se considerar a possibilidade de realização da prova.”
José Marcelo Vigliar / Última Instância
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