Acabou!

Pra não dizer adeus

“Até a última hora, achei que não ia precisar escrever esse artigo de despedida. Uma solução ia pintar, eu pensava. "Um projeto tão legal!", diziam os leitores com quem me encontrava ou que me escreviam. Alfredo Ribeiro e Xico Vargas, os editores, contam que nas conversas para arranjar patrocínio eram recebidos sempre com a declaração do interlocutor: “O NoMínimo é excelente, não pode acabar”. Aí, prometiam estudar as propostas, davam esperança, faziam mais elogios, mas dinheiro, que é bom, nada. Foi assim durante alguns meses de peregrinação dos dois por empresas e empresários. Não pediam, ofereciam um produto cuja qualidade não vi ninguém botar em dúvida. Prevaleceu a lógica (?) do mercado: nem tudo o que é bom permanece e nem tudo o que é ruim desaparece.”
Zuenir Ventura / No Minimo
Matéria Completa, ::Aqui::

------------------------------------------

Desapego

“Vivemos uma época de celebridades, apelos fáceis à riqueza, ao consumismo, às paixões avassaladoras. Transitamos aturdidos por um mundo em que o destaque vai para aquele que mais tem.

E a todo instante os comerciais de televisão, os anúncios nas revistas e jornais, os outdoors clamam: “Compre mais. Ostente mais. Tenha mais e melhores coisas”.

É um mundo em que luxo, beleza física, ostentação e vaidade ganharam tal espaço que dominam os julgamentos.
Mede-se a importância das pessoas pela qualidade de seus sapatos, roupas e bolsas. Dá-se mais atenção ao que possui a casa mais requintada ou situada nos bairros mais famosos e ricos.

Carros bons somente os que têm mais acessórios e impressionam por serem belos, caros e novos. Sempre muito novos. Adolescentes não desejam repetir roupas e desprezam produtos que não sejam de grife.
Mulheres compram todas as novidades em cosméticos. Homens se regozijam com os ternos caríssimos das vitrines.

Tornamo-nos, enfim, escravos dos objetos. Objetos do desejo que dominam nosso imaginário, que impregnam nossa vida, que consomem nossos recursos monetários.

E como reagimos? Será que estamos fazendo algo _ na prática _ para combater esse estado de coisas?”
Autor anônimo / No Mínimo
Crônica Completa, ::Aqui::

Comentários

Anônimo disse…
Eu acho que o site No mínimo tinha muita gente arrogante.A forma deles escreverem é cansativa e distante da linguagem da net. Eu cheguei a lincar o site no meu blogue mas , ao final, nem ia mais lá.Eu nem vc recebemos nada para escrever aqui e por isso não estamos ligados a nada.Porque eles não fazem o mesmo?
Anônimo disse…
Caríssimo Nogueira, muitas vezes usei o samburiquinha para ver se colocava juízo na cabeça de alguns desmiolados do Fiuza. Acabei deixando um recado para o visitarem. A magui tem um pouco de razão, mas tinha tb. gente boa, lá....
Um ab.