“Editorial de O Globo defende que Lula adote agenda derrotada nas urnas e abandone antigos aliados, classificados como autoritários e terroristas, que estariam ameaçando a democracia. De ameaças à democracia a Globo entende. Seu editorial sinaliza uma estratégia política no horizonte.
Uma boa parte da imprensa brasileira tem o hábito de querer ditar aos governantes o que eles devem fazer, com quem devem andar, que políticas devem adotar. Indo muito além das atribuições de bem informar a população e de ajudar a desenvolver o espírito crítico no país, não raras vezes arroga-se o direito de determinar qual o caminho que os governos devem seguir. Embora não tenham sido eleitas para tanto, essas vozes pretendem representar, sem mandato, o que seria a posição da imensa maioria da sociedade e, assim, ensinar ao governante de plantão o que ele deve e não deve fazer. Um exemplo disso é o editorial do jornal O Globo, publicado na edição de 25 de maio deste ano. Intitulado “Escolha de aliados”, o editorial “recomenda” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem devem ser seus aliados e quem estão proibidos de sê-lo.”
Marco Aurélio Weissheimer / Carta Maior
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