Mídia, democrácia e eficácia

“Guardo na lembrança o caso de um evento realizado aqui em Salvador. Tudo indica que o repórter tenha sido instruído a desfazer do acontecido, botar defeito, salientar adjetivos negativos. Veio o editor e tascou-lhe uma manchete acachapante - "quase ninguém compareceu à praça..."

Porém, o destino queria cunhar um exemplo engraçado dessa falsa liberdade de imprensa. Por algum descuido inexplicável, colocaram como ilustração uma foto do evento, mostrando milhares de pessoas presentes e desmascarando a farsa. Ficou parecendo uma matéria de cunho surrealista, onde o texto e a imagem se degladiavam sem parar.

Mas, mesmo assim, não houve qualquer comentário sobre o assunto. Ninguém se interessou em reclamar ou mesmo registrar o que havia acontecido. Normal!

Será que as pessoas estão simplesmente acostumadas com essa distorção diária da realidade? Devemos conviver e aceitar a noção de liberdade de imprensa como sendo o somatório de visões caolhas e interesseiras, produzindo supostamente uma força resultante benéfica para a sociedade?”
Paulo Costa Lima, Terra Magazine
Artigo Completo, ::Aqui::

Comentários

Anônimo disse…
A imprensa é um mal necessário, não tela seria pior, torso para que a sociedade analise com muito cuidaddo os interreses de certos "jornalistas " que quase sempre não tem liberdade de imprensa e sim cumprer as ordens e ou interreses pessoais