Rodoanel e “Choque de Gestão”: fiscalização terceirizada

Estado paga R$ 25 mi para empresas fiscalizarem Rodoanel. Acompanhamento e supervisão do trecho da obra onde houve desabamento de vigas foram terceirizados pelo governo paulista. Ex-presidente da Dersa diz que houve falha de fiscalização; diretor de estatal paulista de transportes admitiu possibilidade

Folha de São Paulo

“O governo de São Paulo contratou um grupo de empresas por R$ 24,5 milhões para apoiar a fiscalização e a supervisão das obras do trecho sul do Rodoanel onde vigas de um viaduto desabaram na sexta-feira.

A contratação foi firmada pela Dersa, estatal paulista, há mais de três anos com um consórcio formado por Ecoenge, Figueiredo Ferraz, Maubertec, Coplaenge e Encibra, com a finalidade de monitorar os trabalhos no lote 5 da obra, que abrange a região do acidente.
O diretor de engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, admitiu, em entrevista logo depois da queda das vigas, que pode ter havido falha na fiscalização. Mas, questionada sobre como ela era feita, a estatal não havia revelado a presença dos serviços terceirizados.

O valor inicial dos contratos "para apoio à fiscalização, supervisão e acompanhamento" da obra foi fixado em R$ 19,6 milhões, por 50 meses. Alterações contratuais provocaram reajuste de mais R$ 5 milhões.

No total, a quantia equivale a três vezes os gastos da Prefeitura de São Paulo para construir um viaduto entregue neste ano no Jaraguá, na zona norte.

Nos demais quatro lotes do trecho sul do Rodoanel também há contratações para a fiscalização pela iniciativa privada. A do lote 5 é a mais cara de todas -a mais barata, de R$ 22,2 milhões, é a do lote 2.”
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Crea pretende vistoriar as 2 mil vigas do Trecho Sul

“Objetivo dos engenheiros é verificar a qualidade do material usado na obra; há a hipótese de que transporte inadequado danificou peça que caiu

Eduardo Reina, O Estado de São Paulo

Todas as 2 mil vigas dos viadutos, pontes e passagens de nível do Trecho Sul do Rodoanel serão vistoriadas pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP). Uma equipe com integrantes do conselho, das empreiteiras que constroem as pistas e do Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), empresa ligada ao governo estadual responsável pelas obras, começa os trabalhos na próxima segunda-feira.

"Precisamos saber se as vigas usadas em todo o Trecho Sul estão em condições de serem utilizadas, se têm as mesmas características das outras, quais são do mesmo lote (das vigas que caíram na sexta-feira), se têm o mesmo padrão de qualidade. Nosso foco são as (vigas) pré-moldadas", afirmou Ademir Alves do Amaral, superintendente operacional e chefe de fiscalização do Crea.”
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Comentários

Unknown disse…
É a famosa terceirização, a "menina dos olhos do PSDB" (como disse um economista ianque à Folha de São Paulo na década de 90). Essa excrescência neo-liberal não passa de uma mutreta para alimentar o caixa 2 e o dos "amigos" empresários.

Agora, o CREA vai fazer o serviço que os "amigos" do hômi não fizeram.

Alô, paulistas!!! Os cariocas (eu não sou carioca, já vou adiantando) utilizavam uma frase "latina" (senador romano Nabus Erectus) muito interessante lá pelos idos dos anos 70:

"Bobearum sunt, inrabarum est".

O P$DB é mesmo e$$encial para o paí$ dos "amigo$".