Mário Augusto Jalobskind, Direto da Redação
“A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), marcada para os dias 1, 2 e 3 de dezembro, em Brasília, está sob ameaça. Em vez de se tornar um marco histórico na área midiática, como ainda esperam os movimentos sociais, poderá se transformar numa arena dominada por forças que defendem interesses econômicos poderosos.
Disputam espaço os grandes proprietários de veículos de comunicação agrupados na Associação Nacional de Jornais (ANJ) e na Associação Brasileira de Empresas de Rádio e TV, a Fundação Ford (FF), que dissimulada procura de todas as formas estar presente inclusive ofertando verba para a Comissão Pró-Confecom. Pior, dinheiro aceito de bom grado, mas não por unanimidade como em outras questões, por entidades representativas dos movimentos sociais.
E como se deu o avanço da FF na Confecom? Quando o governo federal decidiu reduzir em sete milhões o orçamento da Conferencia, a FF não perdeu tempo e ofereceu “generosamente”, por enquanto, 68 mil reais para a comissão organizadora, que pretende elaborar uma cartilha de comunicação.
Nos bastidores, grupos e representantes de ONGs vinham defendendo e justificando a “generosidade” da FF em financiamentos de entidades. Até mesmo alguns veteranos destacados militantes na área de comunicação vinham considerando a FF como uma espécie de “nova entidade”, ou seja, diferente da que atuava no período da Guerra Fria. Como num passe de mágica, representantes de entidades financiadas pela Fundação a apresentavam como se ela nada tivesse a ver com o passado recente em que atuava em conjunto com a CIA, conforme comprova investigação do Congresso estadunidense.
Os mais radicais ingênuos defensores da FF chegaram a afirmar que ela só manteve o nome antigo porque a mudança seria problemática e poderia até obrigá-la a sair do zero, o que acarretaria um atraso em suas atividades.”
Artigo Completo, ::Aqui::
“A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), marcada para os dias 1, 2 e 3 de dezembro, em Brasília, está sob ameaça. Em vez de se tornar um marco histórico na área midiática, como ainda esperam os movimentos sociais, poderá se transformar numa arena dominada por forças que defendem interesses econômicos poderosos.
Disputam espaço os grandes proprietários de veículos de comunicação agrupados na Associação Nacional de Jornais (ANJ) e na Associação Brasileira de Empresas de Rádio e TV, a Fundação Ford (FF), que dissimulada procura de todas as formas estar presente inclusive ofertando verba para a Comissão Pró-Confecom. Pior, dinheiro aceito de bom grado, mas não por unanimidade como em outras questões, por entidades representativas dos movimentos sociais.
E como se deu o avanço da FF na Confecom? Quando o governo federal decidiu reduzir em sete milhões o orçamento da Conferencia, a FF não perdeu tempo e ofereceu “generosamente”, por enquanto, 68 mil reais para a comissão organizadora, que pretende elaborar uma cartilha de comunicação.
Nos bastidores, grupos e representantes de ONGs vinham defendendo e justificando a “generosidade” da FF em financiamentos de entidades. Até mesmo alguns veteranos destacados militantes na área de comunicação vinham considerando a FF como uma espécie de “nova entidade”, ou seja, diferente da que atuava no período da Guerra Fria. Como num passe de mágica, representantes de entidades financiadas pela Fundação a apresentavam como se ela nada tivesse a ver com o passado recente em que atuava em conjunto com a CIA, conforme comprova investigação do Congresso estadunidense.
Os mais radicais ingênuos defensores da FF chegaram a afirmar que ela só manteve o nome antigo porque a mudança seria problemática e poderia até obrigá-la a sair do zero, o que acarretaria um atraso em suas atividades.”
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