Vitor Hugo Soares, Terra Magazine
“Demolidos emocionalmente pela longa espera da notícia que não chega, há entre os parentes dos desaparecidos quem desconfie que as surpreendentes e polêmicas revelações do major Curió na entrevista ao "Estadão" esta semana, sobre a Guerrilha do Araguaia, tenham mais o propósito de confundir do que o desejo sincero de esclarecer este episódio tenebroso da história recente do País. Segundo o oficial da reserva do Exército, 41 guerrilheiros foram executados, depois de presos e amarrados.
Teorias de conspirações à parte, tudo é possível, inclusive algo exatamente assim, ou parecido, em uma terra de absurdos. Principalmente quando se desliza sobre terreno alagadiço, mais coberto de sombras que as causas da morte do astro pop, Michael Jackson, quinta-feira (25), pois não se trata apenas das obscuridades do coração e dos sentimentos, nem daquelas produzida pelas imensas árvores milenares da Amazônia que ainda restam em Xambioá. Fala-se, neste caso, principalmente da zona de neblina causada pelos desleais e desumanos jogos de interesse da política, da grana, das ideologias e do poder.
Ainda assim resta muito de positivo e alentador na matéria assinada pelo repórter Leonencio Nossa no "Estado de S. Paulo" - tanto para o jornalismo que ultimamente se tem praticado por aqui, como para a parte da sociedade - em especial a formada pelas famílias das vítimas - que aguarda há mais de três décadas não apenas pelos corpos de seus entes queridos, mas também a verdade sobre o que se passou com eles naqueles tempos temerários.
O fato é: raramente se viu revelações de uma reportagem ou entrevista sobre este episódio cavernoso despertar tamanha atenção e tantos propósitos de esclarecimentos. Além disso, não recordo de outra matéria jornalística recente que tenha merecido tanta repercussão no seio da própria mídia em geral, mas igualmente em redutos de opinião diversificados, relevantes e significativas, quanto esta conversa com o oficial do Exército brasileiro com papel preponderante no combate à guerrilha.”
Matéria Completa, ::Aqui::
“Demolidos emocionalmente pela longa espera da notícia que não chega, há entre os parentes dos desaparecidos quem desconfie que as surpreendentes e polêmicas revelações do major Curió na entrevista ao "Estadão" esta semana, sobre a Guerrilha do Araguaia, tenham mais o propósito de confundir do que o desejo sincero de esclarecer este episódio tenebroso da história recente do País. Segundo o oficial da reserva do Exército, 41 guerrilheiros foram executados, depois de presos e amarrados.
Teorias de conspirações à parte, tudo é possível, inclusive algo exatamente assim, ou parecido, em uma terra de absurdos. Principalmente quando se desliza sobre terreno alagadiço, mais coberto de sombras que as causas da morte do astro pop, Michael Jackson, quinta-feira (25), pois não se trata apenas das obscuridades do coração e dos sentimentos, nem daquelas produzida pelas imensas árvores milenares da Amazônia que ainda restam em Xambioá. Fala-se, neste caso, principalmente da zona de neblina causada pelos desleais e desumanos jogos de interesse da política, da grana, das ideologias e do poder.
Ainda assim resta muito de positivo e alentador na matéria assinada pelo repórter Leonencio Nossa no "Estado de S. Paulo" - tanto para o jornalismo que ultimamente se tem praticado por aqui, como para a parte da sociedade - em especial a formada pelas famílias das vítimas - que aguarda há mais de três décadas não apenas pelos corpos de seus entes queridos, mas também a verdade sobre o que se passou com eles naqueles tempos temerários.
O fato é: raramente se viu revelações de uma reportagem ou entrevista sobre este episódio cavernoso despertar tamanha atenção e tantos propósitos de esclarecimentos. Além disso, não recordo de outra matéria jornalística recente que tenha merecido tanta repercussão no seio da própria mídia em geral, mas igualmente em redutos de opinião diversificados, relevantes e significativas, quanto esta conversa com o oficial do Exército brasileiro com papel preponderante no combate à guerrilha.”
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