“Prisão de seis empresários foi baseada na tese de formação de quadrilha. 'Rico também integra organização criminosa', afirmou ele.Roney Domingos, G1
O procurador da República Matheus Baraldi Magnani disse nesta quinta-feira (26) que as penas de até 94 anos e seis meses impostas pela Justiça Federal de Guarulhos à dona da Daslu, Eliana Tranchesi e seus sócios são amparadas na tese de que houve formação de quadrilha e que os crimes foram cometidos de forma continuada mesmo depois do início do processo. De acordo com ele, embora ricos e com prestígio, os réus não escaparam da condenação, o que demonstra uma transformação do judiciário.
"A sociedade questionava o resultado possível dessa operação, porque são pessoas de alto poder aquisitivo, influência política, etc. Havia o temor de que o resultado fosse nenhum, ou ameno. O Judiciário passa por uma transformação e atinge, sim, os fidalgos", afirmou.
O procurador tem certeza de que haverá recursos da defesa aos tribunais superiores, mas revelou confiança em uma mudança de visão dos magistrados. Para ele, o processo está amparado em um "mar de provas". "Essa sentença claramente fala em organização criminosa e a razão da prisão não foi outra senão essa. É possível perceber que os tribunais já estão preparados hoje para recusar a tese de que organização criminosa é coisa de desgraçado com fuzil na mão. Rico também integra organização criminosa ", afirmou o procurador.
Magnani citou partes da sentença para ressaltar que na visão do Ministério Público, acompanhada pela Justiça Federal , os réus agiram pela cobiça e movimentaram um esquema bilionário de fraude para evitar pagar impostos.”
Foto: AP
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