Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa
“Parte da imprensa diária começa a penetrar no labirinto das investigações que levaram à prisão de executivos da empresa Camargo Corrêa e comerciantes informais de moeda estrangeira, os chamados doleiros.
Um detalhe importante para seguir daqui para a frente as declarações a respeito do escândalo está registrado na abertura da reportagem principal de O Estado de S.Paulo, edição de sexta-feira (27/3):
"Escutas telefônicas feitas com autorização judicial indicam a participação de executivos da Construtora Camargo Corrêa em suposto esquema de doações ilegais para políticos". Portanto, afasta-se liminarmente a hipótese de que a Polícia Federal tenha cometido abusos durante a Operação Castelo de Areia, como gravações ilegais.
Outros detalhes apontam por que a Federação das Indústrias no Estado de São Paulo foi envolvida: Fernando Botelho, sócio da empreiteira, é também vice-presidente da Fiesp e amigo do presidente da entidade, Paulo Skaf. Pelo menos um trecho das conversas gravadas faz referência a Skaf, que é candidato a candidato ao governo do estado de São Paulo.
Se quiser, a imprensa poderá acrescentar outros fatos à investigação, esclarecendo a sociedade sobre como a política é financiada pelo dinheiro público, através do chamado "por fora". De resto, a Polícia Federal agiu com discrição, não expondo os acusados a vexame durante as detenções.”
Artigo Completo, ::Aqui::
“Parte da imprensa diária começa a penetrar no labirinto das investigações que levaram à prisão de executivos da empresa Camargo Corrêa e comerciantes informais de moeda estrangeira, os chamados doleiros.
Um detalhe importante para seguir daqui para a frente as declarações a respeito do escândalo está registrado na abertura da reportagem principal de O Estado de S.Paulo, edição de sexta-feira (27/3):
"Escutas telefônicas feitas com autorização judicial indicam a participação de executivos da Construtora Camargo Corrêa em suposto esquema de doações ilegais para políticos". Portanto, afasta-se liminarmente a hipótese de que a Polícia Federal tenha cometido abusos durante a Operação Castelo de Areia, como gravações ilegais.
Outros detalhes apontam por que a Federação das Indústrias no Estado de São Paulo foi envolvida: Fernando Botelho, sócio da empreiteira, é também vice-presidente da Fiesp e amigo do presidente da entidade, Paulo Skaf. Pelo menos um trecho das conversas gravadas faz referência a Skaf, que é candidato a candidato ao governo do estado de São Paulo.
Se quiser, a imprensa poderá acrescentar outros fatos à investigação, esclarecendo a sociedade sobre como a política é financiada pelo dinheiro público, através do chamado "por fora". De resto, a Polícia Federal agiu com discrição, não expondo os acusados a vexame durante as detenções.”
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