Marcela Rocha, Terra Magazine“Em entrevista a Terra Magazine, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) afirma que não concorda em compactuar com os "erros" cometidos pela empreiteira Camargo Corrêa. "Se a ilegalidade do dinheiro for comprovada, o partido deve repensar o que fazer com o valor".
Partidos políticos citados na Operação Castelo de Areia negaram envolvimento com o recebimento ilegal de recursos da construtora Camargo Corrêa. A lista de partidos consta na decisão do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, que autorizou os mandados de prisão e busca e apreensão solicitados pelo Ministério Público Federal (MPF).
Na Operação, que prendeu quatro diretores e duas secretárias da empreiteira Camargo Corrêa, há citações sobre o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). (Veja aqui a entrevista com o senador Flexa)Ele foi mencionado em interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal Ribeiro é presidente do Diretório Estadual do PSDB do Pará, ao qual a empreiteira doou R$ 200 mil, em setembro de 2009, parcelado duas vezes em R$ 100 mil.
Entre as legendas citadas estão PMDB, PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT e PP. O valor seria dividido entre duas pessoas, as quais distribuiriam para as siglas listadas. As provas foram coletadas a partir de interceptações autorizadas pela justiça.
Fruet acredita ser muito cedo para cobrar dos partidos um posicionamento porque "as apreensões foram realizadas ontem, mas quando estiver tudo esclarecido...". Mesmo sem o término da investigação, o deputado adianta que, a ele fica um questionamento:
- O engraçado é que só há partido de oposição ao governo - disse Fruet, desconsiderando o PMDB.”
Comentários
Os criminosos vão agora tentar culpar o governo. A leitura que faço de argumentos como o desse tal de Fruet é que a oposição está liberada para cometer o crime que quiser porque qualquer ação repressiva vindo da PF, do Ministério Público ou do Tribunal de Contas, será interpretada como ação política (ou policial) do governo contra ela. Então, tá!