Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa
“As revistas semanais de informação deram sequência aos comentários sobre a moralidade política inaugurados por Veja. Até mesmo a revista Época e a IstoÉ repercutiram o tema levantado por Veja com a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos na semana anterior. No entanto, apenas IstoÉ abriu o leque, citando de modo geral "os fichas sujas do Congresso", alinhando os sete senadores e 38 deputados que respondem a processos no Supremo Tribunal Federal.
Ainda assim, reunido todo o material publicado durante os dias de carnaval, o leitor fica com a sensação de que falta alguma coisa. Esse sentimento é induzido pela constatação de que a imprensa continua fazendo uma seleção arbitrária dos corruptos de plantão.
A leitura de Veja, por exemplo, induz o leitor a acreditar que existem duas bandas distintas de corruptos: os "nossos" e os "deles", do ponto de vista dos editores. A revista apresenta um levantamento do crescimento do patrimônio de algumas figuras notórias do PMDB, restringindo a esse partido a análise do fenômeno da corrupção no Congresso. E avança ligeiramente sobre a origem dos desmandos, nas eleições municipais.
Embora afirme ligeiramente que a corrupção está presente em todos os partidos – o que é uma injustiça literal, por faltar com as evidências – a reportagem de Veja centra fogo apenas no PMDB. Mas não em todo o PMDB – e como se sabe, existem sempre dois PMDBs.”
Artigo completo, ::Aqui::
“As revistas semanais de informação deram sequência aos comentários sobre a moralidade política inaugurados por Veja. Até mesmo a revista Época e a IstoÉ repercutiram o tema levantado por Veja com a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos na semana anterior. No entanto, apenas IstoÉ abriu o leque, citando de modo geral "os fichas sujas do Congresso", alinhando os sete senadores e 38 deputados que respondem a processos no Supremo Tribunal Federal.
Ainda assim, reunido todo o material publicado durante os dias de carnaval, o leitor fica com a sensação de que falta alguma coisa. Esse sentimento é induzido pela constatação de que a imprensa continua fazendo uma seleção arbitrária dos corruptos de plantão.
A leitura de Veja, por exemplo, induz o leitor a acreditar que existem duas bandas distintas de corruptos: os "nossos" e os "deles", do ponto de vista dos editores. A revista apresenta um levantamento do crescimento do patrimônio de algumas figuras notórias do PMDB, restringindo a esse partido a análise do fenômeno da corrupção no Congresso. E avança ligeiramente sobre a origem dos desmandos, nas eleições municipais.
Embora afirme ligeiramente que a corrupção está presente em todos os partidos – o que é uma injustiça literal, por faltar com as evidências – a reportagem de Veja centra fogo apenas no PMDB. Mas não em todo o PMDB – e como se sabe, existem sempre dois PMDBs.”
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Comentários
E por falar em corrupção, acrescentando também golpismo e banditismo para a sujíssima, onde está a gravação da conversa fiada entre o "excelença" de Goiás e o supremo boquirroto?