Carlos Drummond, Terra Magazine“A imprensa americana, com poucas exceções, contribuiu para que a crise atual atingisse grandes proporções. Ao divulgar sem crítica previsões otimistas sobre o mercado de títulos subprime, enaltecer o brilhantismo do maestro Alan Greenspan, ex-presidente do Fed e fazer a apologia dos investidores audaciosos de Wall Street, a mídia reforçou a ficção de que a prosperidade continuaria indefinidamente. As falcatruas no mercado de hipotecas aumentavam mês a mês, mas recebiam pouca atenção por parte dos veículos de comunicação.
Poucos jornalistas alertaram a tempo para o que de fato estava acontecendo no mercado de hipotecas. Carol Lloyd, do San Francisco Chronicle, é uma dessas exceções. Ela escreveu em 2006 um detalhado artigo sobre o caráter envolvente das operações fraudulentas e ruinosas, nas quais, com frequência, a vítima é não só cúmplice como coautora.
No intrincado e multifacetado mundo das fraudes com hipotecas, algumas vezes é difícil separar a vítima do criminoso e o crime de um negócio legal e corriqueiro, observava a jornalista. A explicação é que nos anos de valorização e de taxas de juros baixas o imóvel tornou-se uma obsessão nacional, que conduziu a práticas insanas como estas:
. Avaliadores concordavam em inflar os valores das propriedades (conforme mencionado acima) na expectativa de que o mercado em alta os validasse no mês seguinte.
. Agentes faziam ofertas de imóveis brindando o comprador com quantidades crescentes de dinheiro vivo, a título de estímulo.
. Corretores de hipotecas praticamente empurravam empréstimos para pessoas de baixa renda que, de outro modo, nunca conseguiriam comprar as suas casas.”
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