McCain e a rejeição do pacote de Bush

“Em meio ao medo generalizado em seguida à rejeição na Câmara dos Deputados, sob a influência da bancada republicana, do pacote de US$700 bilhões do governo Bush para enfrentar a crise financeira, vale a pena ler melhor o que escreveu domingo o colunista Paul Krugman, um economista que nunca perde de vista a fator político nas suas análises econômicas.

Ele escreveu antes da decisão, mas ofereceu a medida adequada do reflexo da decisão da Câmara na campanha presidencial. Krugman não é um profeta do caos. Prefere ser sensato. Ele acha que a proposta apresentada domingo pelo secretário do Tesouro Henry Paulson, era muito melhor do que a original. Os remendos profundos, disse, eram suficientes para merecer a aprovação.

Não era o plano ideal e nem poria fim à crise. O mais provável, para o colunista do "New York Times", era o próximo presidente ter de tratar a questão depois com algumas grandes emergências financeiras. Quem então estaria bem equipado para o desdobramento seguinte? Barack Obama, bem informado e sensato em temas financeiros? Ou John McCain, que evitava o assunto, dizia-se não familiarizado com a economia, e escolhe mal os assessores?”
Argemiro Ferreira, Tribuna da Imprensa
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