Como se não estivéssemos à beira de uma festa cívica

"A democracia é apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes." (Bernard Shaw, escritor irlandês - 1856/1950)

Esse frio que faz na alvorada de um domingo primaveril sugere um estado de ânimo letárgico diante de um momento que deveria ser apoteótico para esse que dizem ser um regime democrático. É como se a natureza sofresse a influência de uma civilização emasculada, sob o espectro de uma inércia de laboratório. É como se da estação das flores não brotassem mais as rosas, hoje tristonhas pelo pouco caso dos seres humanos, estes mergulhados no próprio tédio, na absoluta ausência da mais simples vontade do exercício crítico, como se todos estivessem acometidos de uma vexatória morte cerebral.

Estamos a menos de uma semana do dia em que as cidades conhecerão os titulares dos poderes locais - novos ou não - e não se pode dizer que a cidadania está ocupada na tarefa de estudar criteriosamente os valores que presidirão o seu direito de escolha, prerrogativa tida e havida como a certeza de que desfrutamos da mais frutífera relação entre governantes e governados. A forja da manipulação é quem dá as cartas, determinando o que cada um deverá fazer na hora da verdade nada verdadeira.”
Pedro Porfírio, Tribuna da Imprensa
Matéria Completa, ::Aqui::

Comentários