“Em política, mais que em qualquer outra atividade, declarações infelizes costumam deixar marcas permanentes. A menos de 10 dias do primeiro turno de uma das mais acirradas e indefinidas disputas eleitorais de que se tem notícia, pela prefeitura de Salvador, dois dos candidatos mais cotados nas pesquisas - Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) e Walter Pinheiro (PT) - provam deste cálice. Amargam em suas campanhas,como assombrações, o efeito bumerangue de palavras envenenadas, atiradas sem dar ouvidos ao conselho de Ulysses Guimarães de que "não se pode fazer política com o fígado, conservando o rancor e o ressentimento na geladeira". No fragor da crise do "mensalão, que espalhou gasolina em vários ambientes do poder - a ponto de asfixiar o governo e quase detonar o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, os deputados ACM Neto e Pinheiro, embora em lados opostos, riscaram fósforo no plenário da Câmara,
Vitor Hugo Soares, Terra Magazine / Foto: ACM Neto
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Comentários
O eleitorado do Rio é mesmo muito estranho ao escolher seus prefeitos. O tal sujeitinho, agora empoleirado no PMDB (já saltou por quatro partidos até chegar a este último), é o exemplo máximo do oportunismo e da aplicação da lei do Gerson na política.
Naquela CPI fajuta, o ex-deputado (tucano na época) usou e abusou de técnicas fascistas para calar os colegas do PT e do PCdoB. Uma de suas funções na CPI era embananar as sessões todas as vezes que alguém insinuava ou mesmo exigia que as investigações a respeito do Marcos Valério fossem aprofundadas. Se êle não sabia das fontes opportunistas dantescas, seus líderes emplumados estavam manipulando bem as cordas em suas atuações agressivas e raivosas na CPI para que nada fôsse investigado.
Depois da escolha, nada adiantarão as passeatas pela orla de Ipanema, ou abraços à Lagoa Rodrigo de Freitas, em protestos ou manifestações pela paz, pela segurança e por uma cidade maravilhosa perdida após o golpe militar de 64.