“O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo não comenta o uso de cartões de pagamento do governo estadual. O órgão é responsável pela "fiscalização contábil, financeira orçamentária, operacional e patrimonial do Estado de São Paulo (...) quanto à legalidade, legitimidade, economicidade" - como consta no site do TCE. Em 2007, mais de R$ 108 milhões foram destinados a esses gastos. Entre as despesas, há R$ 6.500 da Secretaria de Segurança Pública em uma churrascaria, no dia 11 de maio, além de compras em lojas de presentes que variam de R$ 600 a R$ 900. De acordo com dados do Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária) do governo de São Paulo, 44,58% do valor gasto foi sacado em dinheiro.
Procurado por Terra Magazine, o Tribunal de Contas afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que o presidente do órgão, Eduardo Bittencourt Carvalho, "não é relator" de nenhum caso sobre os cartões do Estado e, por essa razão, não teria o que comentar. De acordo com o assessor Sólon Campos, nenhum outro membro do Tribunal falaria sobre o caso.
O Estado de São Paulo possui 42.315 cartões usados por servidores, que se diferenciam do cartão corporativo do governo federal por não possuir a função de crédito, apenas débito. Todos os meses, uma verba é liberada pelos gestores para que sejam pagas despesas pré-determinadas. O cartão referente à compra de combustíveis, por exemplo, não consegue passar em outros estabelecimentos que não sejam postos de gasolina.”
Raphael Prado, Terra Magazine
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