“Duas notícias, neste Natal, retiram-nos do simbolismo da data e nos jogam na realidade rasteira. O presidente da França, que se elegeu em nome da austeridade conservadora, viajou para Luxor em avião de grande empresário, em companhia da namorada. Seria melhor para os franceses que viajasse por sua própria conta. Mas o que nos interessa mesmo é o que se passa dentro de nossas fronteiras, e nos traz prejuízos diretos.
A República exige guardiães severos, que impeçam o desvio de seus bens patrimoniais e dos recursos orçamentários. O primeiro guardião deve ser o chefe de cada um dos poderes. Dizia Tancredo que "governar é vigiar". Nos sistemas republicanos, a vigilância, acima daquela que exerçam os responsáveis diretos, cabe ao Parlamento. O costume vem da experiência democrática grega. O Parlamento dispunha de corpo técnico, que examinava as contas públicas e recomendava (ou não) sua aprovação pelas assembléias populares, que detinham poder judiciário e puniam os culpados com multas, ostracismo, banimento ou morte. No caso brasileiro, os tribunais de contas estaduais e o Tribunal de Contas da União são encarregados de verificar se os gastos públicos se encontram de acordo com a lei e com a ética.”
Mauro Santayana, Jornal do Brasil
Artigo Completo, ::Aqui::
Comentários